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| Poemas da Lala |
| Elara Leite |
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02/09/2010 21:08 Poema típico de adolescente. Acho que eu tinha uns 17 anos...
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Confusão
Só a poesia me traz
De volta a alegria
E é por isso que se faz
Tão importante essa magia
De trazer de volta a liberdade
De poder respirar
Sem nenhuma falsidade
Ter livre meu pensar
Mas eu queria escrever
Sobre uma paixão
Que não sabe nem ser
O que quer em meu coração
Palavras são retratos de uma essência
A minha forma de ver o mundo
E que agora se perde na urgência
De procurar as coisas a fundo
Você me disse para não me preocupar
Mas como não?
Como vou agora tentar?
Será que isso é em vão?
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
24/08/2010 14:03 NULL Confuso
MeuDeusoquemedeunãoseiespalhousonheisonhouameifoipassoué
hojealegriaminhaamanhãummontedeidéiasbrotandonexo
retrocessorepressãorealadeusatédaquiapoucomasondevaidar
senãopararmisturacorEuTuEletriângulotesãoinconfidência
tensãosorrisosinoigrejacaseipesadelocaceiocaçadorquemecaçava
numamanhãdacaçadadesangueeamorsueiacordeicaíeoavião
passoutombouacabou
CONFUSO
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
16/06/2010 22:49 Esse é um dos meus poemas favoritos, apesar da ingenuidade que traz e das rimas fáceis. Deve ter mais de 10 anos... Mas eu gosto! =P
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Consumismo
A melhor coisa do mundo
É não ter fundo
Nem fundamento
Ter vida sem tormento
Ser fruto de um doido
Louco afoito
Pensar desmedido
Que tema batido!
Sem glória alguma
Andar de Puma
Ou de Corvette
Me satisfaço tomando Grapette.
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
11/06/2010 22:49 Considere sobre esse poema que foi escrito há mais de dez anos, sob efeito alcoólico, quando eu ainda bebia (ou entornava). Uma fase que passou. Mas existiu.
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Embriaguez
Todo beijo
Todo desejo
Toda ternura
Toda bebida
Toda loucura
Toda descida
Todo eu
Todo você
Toda unidade
Toda saudade
Toda sinceridade
Toda falsidade
Todo uno
Toda música
Toda súplica
Toda riqueza
Toda tristeza
Todo orgasmo
Todo diferente
Toda embriaguez
É um meio
Meio termo
Meio terno
Meia meia
Meia nove (?!)
Meia lembrança
Meia sombra
Meio torto
Meio morto
Meio doida
Meio simples
Meio poetisa
Meio artista
Meio pequeno
Meio obsceno
Meio nada
Meio tudo
Meia essência
Meia cissiparidade
Meio cedo
Meio medo
Meia dose
É só embriaguez...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
25/05/2010 13:54 Esse poema foi escrito há mais de dez anos. Uma banda carioca chegou a propor musicá-lo, mas nunca o fez. Se alguém se interessar... =P
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Eu
Eu seria tudo
Mas meu coração está mudo
Sem cartas ou temas
Perdi os encantos e poemas
Eu seria nada
Quando houve o toque da fada
Apenas eu e minha alma
Retrocedendo em pura calma
Eu seria o amor
Rompendo a aurora em flor
Num belo dia
Sem precisar de nenhum guia
Eu seria a esperança
De ter alguma temperança
Ou de melhorar a vida
Sem risco de partida
Mas por que essas palavras escrevo
Se resistir não devo
A meus sentimentos?
E com olhos atentos
Digo apenas que gosto muito de você
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
13/04/2010 11:37 Poema de uns oito anos atrás. Gosto dele pela simplicidade e, de certo modo, até um pouco de inocência...
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Hoje
Subitamente senti
A vontade estranha
De escrever para ti
É tanto para dizer
E uma vontade tamanha
De nada fazer
Se deixar levar
Sem nenhum medo
Apenas ousar sonhar
Cicatrizar uma antiga dor
Sem saber se ainda é cedo
Seja como for
Ah, sei lá.
Pra quê complicar se eu só quero desejar que nosso relacionamento dê certo?
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
03/03/2010 21:00 Dúvidas sobre amores e filosofias são retratadas neste poema, de 2002.
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Interrogações
O que somos afinal?
Somos fato, verdade
Ambição, maldade
Não sei...
As incógnitas
Procuram por respostas
Em becos obscuros
E frios ares tocam minha face
Sangue quente
Sensualidade caliente
Sonho, sombra ardente
Cinzas do passado recente
Não se sabe que disfarce
Nem que destino se trace
Meias-rimas
Obras-primas!
A fábrica não pára
A marcha continua
O dia começa
A noite termina
E eu aqui a perguntar
O que somos afinal?
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
02/03/2010 11:13 Poema de fim de namoro. Escrito em 2004.
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O fim
O fim
Amargo
Assim
Sem sabor
Simples
Amor
Tudo acabado
Embora
Tombado
Na realidade
Insensível
Verdade
Muito estranho
Quanto
Ganho?
Ébrio sentimento
Transformado
Tormento
Só desilusão
Mentira
Paixão
Caminho torto
Gostar
Morto
Muita
Luta
Eita
Deixa sem rimar...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
26/02/2010 10:32 Gosto de algumas estrofes desse poema. Foi escrito em 2001, em sala de aula, no Ensino Médio.
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O mundo
Estou explodindo
De poesia
Sou paixão e prosa
E não entendo
O mundo
Toda guerra
Toda doença
Toda porcaria
Inerente da raça
Humana
Porque é inconformante
Incessante
O girar do mundo
Dos sonhos
A estrada infinita
O olhar vazio
No horizonte
Mundial
Imparcial num jornal
Público
Notório e giratório
O turbilhão da avenida
É melancólico
À noite
Suspiro
Ah!
Não sei o quê
Neste ser ou não ser
Da raça humana
Será que há finalidade?
Amor
Saudade
Dor
Verdade
Flor
Maldade
Pudor
Sanidade
Guerra
Loucura
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
24/02/2010 10:48 Esse poema é muito triste. Foi escrito em 2003, em lembrança da morte do irmão de um amigo do Curso de Radialismo, que, segundo as informações da época, era um bom poeta.
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O Poeta – o Ídolo
O poeta
Ele fugiu
Sumiu!
Seu olhar não mais brilha
Como um ídolo imortal
Agora só lembranças distantes
Só emoção no fundo de si mesmo
Só pensar...
Não se sabe o por quê?
Por quê não se sabe?
Quem saberá?
Não houve cartas
Não houve bilhetes
Apenas a fuga
Do mundo que não o pertencia
Melancolicamente
O dia se levantou
E mais uma vez a humanidade
Caminhando contra o vento
Traz os sinais
De quem um dia se perguntou:
— O que faço aqui?
E sua vida findou
O poeta se foi
E ninguém entendeu
(Só a morte
E Deus)
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
04/02/2010 11:59 A data desse poema é de 2003. Foi feito durante uma aula do curso de Radialismo. Eu gosto do início, mas detesto o final dele. E o título tb.
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P.P.S.S
Palavras nada exprimem
Apenas nomes fazem o mundo girar
Pessoas nada exprimem
Apenas flashes de luz que um dia se apagam
Símbolos nada exprimem
Afinal, não são as palavras apenas meros símbolos?
Sombras nada exprimem
Afinal, não são as sombras vindas dos flashes?
Palavras Pessoas Símbolos Sombras
Por quê?
Pra quê?
Simples
Singelo
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
03/02/2010 21:48 O poema abaixo é referente a uma amizade colorida. Data de 2003. Eu ainda bebia nessa época. =)
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Para onde?
Para onde, meu Senhor
Que a imaginação me levou?
Que terreno é este
É a terra cafajeste?
Ou será o paraíso gentil?
Socorro! Estou com sede
Preciso de um cantil
Com água, de preferência
Melhor ainda se for
A água da tua boca
Ou o champanhe para comemorar
O que nunca tivemos
Nos versos que li
Nos dias que vivi
Na minha mais nova criação
De sonhos inacabados
Ou mal terminados...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
29/01/2010 18:33 Esse poema foi escrito como parte de um seminário da matéria de Ciências, quando eu fazia a antiga oitava série do ensino fundamental. Lembro-me que, durante a apresentação do seminário ele chegou até a virar letra de funk! =P
É bem didático. Gosto desse poema. Enjoy!
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Poema (biológico) Respiratório
A respiração é complicada
E fica com os outros sistemas entrosada
Sem ela não viveríamos
Não sei nem o que seríamos.
Existem vários tipos de respiração
Mas os humanos respiram enchendo o pulmão
Estranha forma é a das minhocas
Que respiram pela pele em suas tocas.
Os seres costumam fazer trocas gasosas
Quatro tipos dessas trocas ficaram famosas:
A tegumentar, a branquial, a traquial e a pulmonar
Todas utilizam oxigênio, também conhecido como ar.
A respiração tegumentar é feita por difusão
O oxigênio vai para o lugar de maior concentração
Acontece nos poríferos, platelmintos, asquelmintos e celenterados
Onde não existe para a respiração órgãos especializados.
A respiração branquial
É feita pelas brânquias de modo especial
Acontece nos aquáticos animais
Peixes, moluscos, crustáceos e alguns mais
Na traqueal as trocas são efetuadas
Nas traquéias que têm extremidades ramificadas
Ocorre nos insetos e outros invertebrados
Que foram para a vida terrestre adaptados.
A pulmonar já é mais articulada
E através dos pulmões é efetuada
É a dos anfíbios, répteis, mamíferos e outros animais
Dos outros tipos não fica atrás.
Assim termina o estudo
Espera-se ter dito tudo
Porque deve-se ir embora
E dessa forma concluí-se agora.
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
27/01/2010 19:18 Este é outro poema da série de versos aos amigos. Foi escrito em 2002, em comemoração ao aniversário de uma amiga da escola, a Tatianni. Hoje tenho notícias apenas esporádicas dela.
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...
O papel é parco e reciclado
Mas reúne sentimento fragmentado
Em linhas curtas e estreitas
Um anjo com asas desfeitas
Parabéns!
Desejando mais do que tens
Crescer para voar
Ou pra Minas viajar
Nem que seja em pensamento
No tempo, no vento.
Daqui a dez anos desdobrar
Velhos desenhos e relembrar
Tudo o que registrado ficou
E em vão não passou
Votos de amizade e amor
Se aprende a ser alegre também na dor
Quando apertar a saudade
Relembrar a antiga verdade
“Amai ao próximo como a ti mesmo”
E não viver a vida a esmo.
Por trás dos olhos e do coração
O sentimento ao alcance da mão
Um pedaço de essência
Que revela magnificência
No dia ensolarado ir
Aprender novamente a sorrir...
PORQUE A VIDA É UMA GRANDE ESCOLA!
( Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
20/01/2010 17:34 Da série de poemas escritos para amigos. Esse foi de 2002, escrito para Alessando, vulgo Tchola (não me pergunte por que o apelido). Curiosamente, a maioria dos amigos para os quais escrevi poemas sumiram da minha vida... Deve ser a maldição da rima fraca XD
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...
Vida chata
Acorda todo dia no mesmo pé
Não toma café
E ainda assim está vivo
Se toma uma atitude sensata
Acha que não tem fé
Não sabe aquilo que é
Se pergunta: “Para quê sirvo?”
Sabe do que se trata
Mas não sabe o que quer
Se está para o que der e vier
E não há mais o que rimar ...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
19/01/2010 10:08 Esse é um poema de 2001. Definitivamente não é um dos meus favoritos. Mas afinal, estava escrito: "Nem só de bons poemas viverá o homem" =P.
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Quebre as Regras!
Todas as formas
De descobrir as novas normas
Do regulamento
Às vezes são um tormento
Essa é a nova ordem
Pra acabar com essa desordem
No pensamento anarquista
De apenas mais um artista
Trouxe de volta a vida
De uma forma nutrida
O simples pensar
Para o qual se deve despertar
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
14/01/2010 10:37 Poema escrito em 2003, quando eu fazia o curso de Radialismo no Cefet.
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Rádio é...
Emoção
Paixão
Vocação
Locução
Transmissão
É tocar o ouvinte com a mão
Da imaginação.
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
24/07/2009 10:54 De 2002, numa paixão nada convencional.
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Ruir
Quando...
De um repente você surgiu
Se tornou somente uma esperança
Foi semente de ilusão
Quando...
De um repente nos desejamos
O sonho próximo
O romance impossível precipitado
Quando...
De um repente surge um beijo
Sobra apenas um olhar
Sente-se o esquentar do frio cinismo
Quando...
De um repente você se foi
Surgiu um imenso vazio
Trouxe a distância o começo do fim
Quando...
De um repente você voltou
Já rendidos na malha de aço de um amor
Já acorrentados no desejo apaixonado
Quando...
De um repente novamente sumiu
Percebi subitamente
Que você só veio para me fazer
Ruir...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
10/07/2009 08:51 Outro dos antigos poemas. Não lembro a data deste, mas deve ser de meados de 2002.
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“S”
Sonho que me fez ter
Sonho que me faz morrer
Sonho sem saber
Sonho o que fazer
Se sonhar
Se te amar
Se piorar
Se quiser apenas te abraçar
Sinto sua falta
Sinto uma ilusão
Sinto uma forma
Sinto espalhar-me para diluir
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
08/07/2009 11:39 Poema de 2003, sobre indecisões amorosas... =P
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Será o Benedito?
Que está havendo?
Onde será a curva?
Sabemos como funciona
Mas não sabemos
Dançar conforme a música...
Será o Benedito?
Somente ir e vir.
Entrar pela porta mágica
Aberta.
Num dia de sol e lua
O que fazer?
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
06/07/2009 09:14 NULL Poema que deu origem à série Sombras sem lógica:
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Sombras sem lógica
Por que as coisas acontecem tão prematuramente?
Por que existem tantas cadeias?
Tantas correntes sociais
Nada é totalmente permitido
Quando tudo deveria acontecer mais tarde
Você se apaixonaria nessas circunstâncias?
É aqui que o amor se faz efêmero
Como apenas um impasse
Ou uma malícia de menina
Experiências não são nada
A paixão rende todos
Um simples piscar de olhos nessa armadilha
Se soubesse seria uma música
Uma melodia a mais
Inocentemente sem suspeitas
Quando desci tudo se foi
Deveria ter aproveitado mais
É o que dizem
Ou talvez não
Minha consciência diz
Se houvesse uma maneira
Estar perto sem se perceber
Trocar as cores
Mudar a lua
Mover o sol
Em qualquer lugar
Por que ser galante e louco?
Não poderia ser normal
Mas me esqueci que o brilho é tudo
Então internacionalize-se
E troque a vida por mentiras
E viva o resto dela
Procura-se verdades
Só quero uma
Que na verdade ilude
O simples e ébrio amor
De ressaca como estou
Não sei até onde vai
As sombras se esgueiram
E por aí a paixão segue
Deve ser difícil ser bem-sucedido
Senão seria de primeira
Não finja não ser assim
Só possuo este momento
Nada mais
Pobreza de sedução
Abundância de atração
Fábrica de sonhos
Uma aranha tecelã
Uma teia disforme
Uma vítima pelo que é
Um predador pelo que não é
Um fugitivo de um adeus
Um carismático oi
Foram-se os dias
A construção temporal
Ficaram os pensamentos
A construção dual
Era uma ilusão enfim
O universo reserva mistérios
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
06/07/2009 09:12 NULL O segundo da série Sombras sem lógica:
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Sombras sem lógica II
Trouxe de mim
Até aqui
Tudo o que não deveria
Não é tempo
De pensar
Em novos poemas
Só de sombras sem lógica
Se esgueirando
Pelas esquinas
Pelos cantos de mim
Se chamavam beiras
Trancas, fechaduras
Clamores de nomes
Rumores de vozes
Sussurros de você
Do tudo ao tudo
Só sei que não sei
Na semântica atual
O significado
A transformação
Da paixão de si
Quando e onde
Simplesmente
Nada mais que agora
Ali e em mais nenhum lugar
Santa inocência
Se existisse seria bom
Caída sem asas
Como um anjo do céu
Na tortura de um sonho
A aplicação de tal espera
Não houve explicação
Sem dúvidas sumiu
A sanidade
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
06/07/2009 09:11 NULL Série de poemas Sombras sem lógica, de 2002:
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Sombras sem lógica III
A sombra que me perseguia
Era a sombra da agonia
Da angústia e do prazer
Da sombra eu fugia
Sabendo que não devia
Tinha medo do que poderia ser
Como saber mudar?
Como fugir e voltar?
Como ir e retornar?
A sombra me dava medo
Pois sabia que era muito cedo
Para ser tarde demais
Porque me toma a impulsividade
De beijar com insanidade
Uma boca que não deveria
Passear por um corpo perdido
Abraçando meu corpo rendido
Sonhando pura ilusão
Olhos na espreita
Na rua estreita
Numa profunda vigília
Sombra da malícia
De uma história fictícia
De múltiplas verdades
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
03/07/2009 14:16 NULL Esse já deve ter uns sete anos... =) Aprecie.
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Somos um
Sei não
Mas em que confusão
Eu me meti?
Fui
e nem vi
O que aconteceu?
A paixão
O amor
bateu
Perfeito
Agora não há mais jeito
Apenas se entregar
Começar
Penar...
Só um coração
Só na multidão
Não fugi
Abri
o jogo e exprimi
O fogo ardeu?
O tesão
A flor
nasceu
Suspeito
Mais um espinho no peito
Simples como respirar
Terminar
Perambular...
(Elara Leite) Elara Leite | comentários(0)
29/06/2009 17:05 Poema muito, muito antigo, reformulado hoje. Porém, poemas ruins definitivamente não tem salvação. Mas são parte de mim, para negá-los não há razão...
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Do Querer
Estar contigo
Palavras apaixonadas
Onde está teu ombro amigo?
Ser ou não ser?
Com rimas precipitadas
Sem saber o que fazer
Espero que tenha entendido
A profundidade do meu querer
Pois quero fazer um pedido
Para não mais me esquecer
Nos dias em que tenho sorrido
Querendo seus pensamentos saber
Se há nisso algum sentido
O que seus olhos querem dizer?
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
09/06/2009 20:22 NULL Esse é de ontem. =)
Não gosto muito de haikais, ainda mais porque não sei as regras exatas para compor suas sílabas. Mas esse me ocorreu tão espontâneo que não resisti e concedi vida a ele.
Está ilustrando trabalho gráfico meu neste link.
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Haikai
Na ótica
do ótico
exótico.
(Elara Leite) Elara Leite | comentários(0)
03/06/2009 10:36 NULL Nem só de bons poemas viverá o homem, mas dos medíocres também. Coisas de garota de 14 anos...
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Soneto Reticencioso
Daria o mundo para você
Veja no meu olhar
Que não quero te esquecer
Em você não deixo de pensar
Só quero te ter
Não quero mais sonhar
Nem viver por viver
Nem ficar por ficar
Você é minha inspiração
Só penso em ser tua
Te tenho no coração
Não quero receber um não
Deixe que a imaginação flua
Vamos, dê-me mais um beijo então...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
14/05/2009 16:29 NULL Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só...
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Sonhar
Sonhar e ser ninguém
Sonhar sem inspiração
Sonhar por um novo amanhã
Sonhar sem ter você
Sonhar e poetizar
Sonhar sozinho e viver
Sonhar e trazer vida ao sonho
Sonhar e se organizar
Sonhar uma odisséia!
Sonhar e gozar o amor
Sonhar sem ter pudor
Sonhar com amor e torpor
Sonhar ingenuamente (ou não!)
Sonhar na morte
Sonhar com a mente mórbida
Sonhar ter dinheiro ou fé
Sonhar com homem ou mulhé
Sonhar trazer o passado de volta
Sonhar pra passar o tempo
Sonhar que chegue o futuro
Ou apenas não sonhar
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(1)
12/05/2009 17:50 NULL Poema da mesma época do anterior. Foi uma época produtiva da minha vida poética...
...
Tenho tentado inutilmente
Descobrir a utilidade
Da mente demente
Sem realidade
Tenho jogado ao vento
Todo o meu clamor
Sem nenhum acento
De boa vontade ou dor
E todas as sí-la-bas
Escritas no papel
Muitas polis-sí-la-bas
Me escondem como um véu
Somos como dois
E não sei se somos um
O resto deixo pra depois
E fico sem nenhum
E finalmente admito
Que me escondi
Não houve nenhum atrito
Apenas fugi de ti
Quero poetizar
Poemizar
Neologizar
E acabar...
(Elara Leite)
Elara Leite | comentários(0)
08/05/2009 16:45 Poema de 2002. Sem comentários quanto a motivações. =)
Trocam-se os nomes
A rosa
Em prosa pura
Traz-me de volta
Nessa noite escura
A noite que não mereço
Que não devia existir
Na qual respiro e inspiro
Sem novamente insistir
Com ébrios sentimentos
Nesse jogo da verdade
Quando e para onde vou?
Numa malícia sem maldade
Seria apenas uma poesia
Num simples recital
Recanto da alma tua
Sem noção de bem ou mal
Perguntar ou não
Cruzar o imaginário?
Sentir o êxtase de saber
E romper o sacrário
Sombras e pequenas
Se é que me entende
Simples a presença
A atenção que me apreende
Família formada
Traz um medo
A se envolver
Pois ainda é cedo
Hoje ou amanhã
Todo dia me esvaindo
Me render ou não
Ao que está me atraindo?...
Mão tua na minha
Segurança me traz
O caminho terminou
O que mais se faz?
Se soubesse o que aconteceria
Não teria ido
Teria apenas ficado
E a mim mesma mentido.
(Elara Leite) Elara Leite | comentários(0)
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